Storytelling: como engajar os consumidores do varejo contando histórias

Todo mundo gosta de uma boa história. É assim que empresas do ramo de entretenimento, como o cinema, a TV e o teatro faturam bilhões todos os anos. Mas esse não é um privilégio apenas desse tipo de negócio. Por meio do uso de técnicas de storytelling, qualquer tipo de empreendimento pode atrair e conquistar mais clientes.

Então, vamos conhecer melhor essas estratégias e ver como elas podem ser empregadas em empresas do varejo.

O que é Storytelling e os principais tipos

O storytelling nada mais é do que a arte de contar uma história. Parece simples, mas o segredo para o sucesso dessa prática é saber como contar a história de forma mais persuasiva para o público em questão. É preciso criar uma sensação de pertencimento ou de proximidade, também chamada de “sensação de nós”.

Ou seja, a pessoa consegue estabelecer uma conexão direta com o que está sendo dito e isso tem um poder incrível em sua tomada de decisão. Existem várias formas de envolver os leitores em uma história, mas as que vamos mostrar a seguir são as mais comuns.

Inimigo público comum

Ter uma objeção em comum é um fator muito forte na criação de um laço entre pessoas desconhecidas. O foco dessa abordagem é mostrar que existem dois lados e que é possível derrotar o lado oposto se o leitor se juntar à você. Nos esportes, é aquele momento em que você torce por um time que não é o seu pelo simples fato de ele estar jogando contra seu maior rival.

A jornada do idiota

A jornada do idiota conta a saga de alguém que, mesmo depois de cometer inúmeros erros, alcançou um feito importante. Esse tipo de narrativa faz com que o espectador se sinta capaz de ter os resultados que precisa, mesmo não se sentindo alguém excepcional. É usado para falar sobre dicas e ferramentas que facilitam o dia a dia.

Do fracasso à fama

Esse tipo de construção de roteiro geralmente começa com uma grande tragédia. Aquele momento em que tudo parece perdido, mas que algo acontece e salva o protagonista da história. Um exemplo bem simples é: derramou café na camisa branca do empresário que estava a caminho de uma reunião importante e não tem tempo de voltar em casa para trocá-la.

Herói por acidente

O herói por acidente é aquela pessoa que não queria de forma alguma estar nessa posição. Ele não sonhou com aquilo, não se preparou, mas as coisas foram acontecendo e ele se viu obrigado a seguir por esse caminho. É como aquela dona de buffet, que começou fazendo os doces e salgados das festas da própria família, depois começou a fazer para amigos e vizinhos e quando deu por si, já estava com demanda suficiente para montar um negócio.

Jornada do herói

Essa é a tática mais usada, principalmente em filmes, séries e novelas. A jornada do herói é constituída por 12 etapas que todo protagonista deve passar desde o início até o fim da história. São elas:

 

Estágio Descrição
Mundo ordinário Como é a vida normal do personagem antes de toda a história se desenrolar
Chamado para a aventura Momento em que algo diferente acontece e o personagem é chamado a seguir um caminho
Recusa do chamado O personagem não aceita o chamado apresentando motivos para permanecer em seu mundo ordinário
Encontro com o mentor Alguém mais experiente surge para orientá-lo e persuadi-lo a seguir
Primeira travessia O personagem quebra alguma barreira física ou psicológica que o impedia de seguir e chega a um ponto que não há mais como voltar
Testes, aliados e inimigos Nesse momento o personagem é testado e define quem são seus aliados e inimigos
Aproximação O personagem enxerga seu grande desafio e se prepara para ele
Provação Chega a grande provação, aquilo que ele mais temia desde o princípio da história
Recompensa O personagem consegue passar pelo grande desafio e recebe sua recompensa por ele.
Retorno ao mundo ordinário O personagem começa seu caminho de volta, com a sensação de que está tudo certo
Ressurreição O personagem passa por mais um desafio final, que o obriga a utilizar tudo o que aprendeu ao longo da jornada
Retorno com o elixir Finalmente o personagem retorna ao mundo ordinário, dessa vez transformado em alguém melhor, capaz de ajudar outros à sua volta.

 

Exemplos práticos e reais do uso dessa estratégia

Depois de tanta teoria você deve estar se perguntando: mas como aplicar isso na prática em empresa do setor varejista? Bom, vamos responder essa pergunta utilizando alguns exemplos. Acompanhe.

Página sobre do site

Todo bom site deve ter uma página que conte a história da empresa. Ela é perfeita para aplicar o storytelling e pode inspirar seus clientes. Veja algumas histórias que selecionamos:

E-mail marketing

O envio de e-mail é muito eficiente na atração de novos cliente e na manutenção de uma relação mais próxima com aqueles que já compram ativamente. Um texto utilizando storytelling faz um efeito mais marcante e persuasivo. Confira alguns trechos de e-mails reais abaixo.

Exemplo 1: empresa que vende materiais sobre dieta e alimentação saudável

Oi, Natália

Você usa redes sociais (como Facebook e Instagram)?

Se sim, talvez siga alguma pessoa famosa…

Ou “digital influencer” – como os jovens falam hoje em dia.

E você pode ver aquelas fotos com poses, iluminação perfeita, maquiagem…

Distorcem nossa percepção de realidade.

(Sem contar o Photoshop.)

A gente olha essas fotos (geralmente de trajes de banho em praias paradisíacas) e fica imaginando que esse é o corpo “médio” das redes sociais.

No entanto, não é esse corpo que a gente vê quando sai na rua, e pega o ônibus ou o metrô.

Na verdade, vemos que a maioria das pessoas está acima do peso.

(Uma estatística recente mostra que 54% dos brasileiros estão acima do peso – mais da metade das pessoas!)

Como chegamos a isso?

Exemplo 2: Empresa de produção de conteúdo orientando sus rede de produtores

Olá Natália,

O Pepe Le Gambá talvez seja o personagem mais insistente da ficção. Apaixonado pela gata Penelope — que teve as costas pintadas de branco acidentalmente, lembrando uma gambá —, o romântico marsupial dedica os seus dias a conquistá-la, mesmo recebendo recusas constantes.

Há situações que não são tão sufocantes assim, mas ainda geram um leve desconforto. Mandar um e-mail para alguém e marcar essa pessoa, em seguida, em uma publicação no Facebook é um bom exemplo.

Exemplo 3: Captação de vendedores para um curso de adestramento de cães

A maioria de vocês certamente conhece alguém apaixonado por cachorro.

Vou te dizer a real, mas você não conta pra ninguém, tá? Essa pessoa provavelmente não trata seu cachorro bem. Deve achar que é o melhor amigo do cachorro, mas não é.

Simples assim.

Sabe por que?

Porque eles não entendem como funciona o aprendizado canino. Eles não sabem como os cães aprendem.

Por isso tratam o cachorro como se fosse um bebê peludo e preferem reclamar dos problemas de comportamento ao invés de tomarem atitudes ativas para resolver.

A boa notícia é que vocês podem tomar uma atitude e salvar esse cachorro de um dono Felícia. E no processo, sei que deveriam se sentir recompensados apenas por uma boa atitude, mas reconhecimento e amor não enchem a conta de ninguém.

Considerações finais

Como vimos, contar uma história não é coisa apenas para fazer crianças dormirem. A forma com a qual você se comunica com a sua audiência determina como ela enxerga sua empresa. Logo, não basta ter uma boa história, é preciso contá-la de forma envolvente e atrativa. Então, utilize as táticas do storytelling a favor do seu negócio e obtenha resultados ainda melhores.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre essa estratégia, que tal aprender outras, mais voltadas para o setor comercial? Confira nosso artigo com 6 dicas de vendas online infalíveis para pequenos negócios.

 

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